Publicado por: Iran Borges | 5 março 2010

“Arruda” não trouxe sorte

Hoje ao ler uma reportagem da Folha online fiquei indignado com a declaração dada pelo advogado do AINDA governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, dizendo:

“A prisão domiciliar pode ser um refrigério à alma de alguém que está sofrendo em demasia (…) mas está faltando um pouco de coração à valoração duríssima que está atravessando o governador e sua família (…)”

Se o tribunal, ao negar o pedido de liberdade de Arruda, agiu de forma emocional, agiu de forma corretíssima, pois é justamente a emoção que nos torna sensíveis a ética, e foi justamente este julgamento que faltou a este cidadão quando participou de tão grotesco capítulo da corrupção nacional.

É uma vergonha que ainda achem profissionais que se sujeitem a defender pessoas que lhes roubem. Pois um político corrupto, nada mais é que um assaltante que lhe rouba sem você ver.

Que tenha que defendê-lo até admito, pois é direito constitucional de todo cidadão, mas não precisa acreditar e nem ser conveniente perante tão absurdas provas.

O STF agiu corretamente, pois ele é um criminoso e deve ser tratado como tal, assim como tantos outros são e não se beneficiam deste privilégio.


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